quinta-feira, 30 de agosto de 2012

TOP 10: BANDAS DOS ESTADOS UNIDOS


Listas são controversas, polêmicas e quase nunca são unanimidades. Sempre ficam faltando nomes, cada um tem uma percepção das coisas, e o principal, as pessoas não conseguem desassociar seu gosto pessoal da análise feita por outra pessoa, que de repente, tem um gosto totalmente diferente do seu. De qualquer forma, o que sempre procuro tirar de bom destas listas é o conhecimento, ver se já ouvi tudo numa lista de melhores discos lançados no ano, analisar qual banda de determinada época eu não conheço, enfim, buscar mais conhecimento musical, ao invés de ficar julgando o que ficou faltando ou sobrando.

Nunca tinha me importado muito em saber a nacionalidade de cada banda, considerava um detalhe sem muita importância, porém dentro de um contexto histórico do rock, é muito bacana saber de onde vem cada artista, assim como suas influências.

Resolvi listar as dez maiores bandas vindas da terra do Tio Sam, cujo fardo de caminhar atrás dos britânicos durou algumas décadas, porém revelou grandes nomes para o cenário musical mundial.

Lembrando que a ordem é aleatória e abaixo da lista farei algumas ressalvas:


Van Halen

Banda encabeçada pelos irmãos Eddie Van Halen e Alex Van Halen, ao lado de David Lee Roth e Michael Antony formada em 1974 e explodiu no mundo todo com seu primeiro álbum, lançado em 1978, homônimo, que continha clássicos como “Runnin’ With The Devil”, “You Really Got Me” (cover do The Kinks) e “Ain’t talking ‘bout love”. Porém, seu álbum mais lembrado é o MCMLXXXIV, lançado em 1984 e continha as também clássicas “Panama” e “Jump”.
Após esse álbum, David Lee Roth deixou a banda, cedendo lugar ao carismático e também talentoso Sammy Hagar e com este, a banda lançou outros clássicos como “Love Walks In”, “Can’t Stop Lovin’ You”, entre outros.

Ainda houve um período em que Gary Cherone, ex Extreme, cantou com a banda, lançando um único álbum, Van Halen III, que foi muito criticado, porém alcançou boas vendas devido a força que carrega o nome da banda.

A banda voltou a ativa nesse ano com o bom “A Different Kind of Truth” que conta com a volta de David Lee Roth ao posto de cantor da banda, e foi gravado a partir de lados b de singles e bootlegs da banda, além de sobras do estúdio. O lançamento foi muito aclamado e a banda segue fazendo shows.

O Van Halen é um clássico indiscutível do rock e seu guitarrista e mentor da banda, Eddie, é lembrado em dez de dez listas de melhores guitarristas de todos os tempos, de forma muito justa, é claro. Sua obra segue influenciando as novas gerações do hard rock através do tempo.


Kiss

Banda formada em 1973, que se caracteriza pelo uso da maquiagem peculiar nos seus músicos. A banda desde sempre toca um hard rock potente e cheio de energia, com letras que falam de mulheres, festas e diversão. Trilha pra vida de qualquer um que se identifica com a ideologia rock.

A formação clássica conta com Gene Simmons, o linguarudo, no baixo e vocais, o coração da banda, Paul Stanley na guitarra base e vocais, Ace Frehley, guitarra solo e vocais e Peter Criss, bateria e vocais.

O primeiro disco da banda saiu em 1974, e já mostrava a banda afiadíssima, com hits da mais alta qualidade, porém o disco não obteve grande repercussão na época de seu lançamento, de forma que a banda só iria atingir o grande público no ano seguinte com o lançamento de Alive, disco ao vivo que eternizou um dos maiores clássicos do rock, “Rock and Roll All Nite”, sendo que o disco já vendeu mais de 22 milhões de cópias em todo o mundo.

A banda é outro clássico do rock, mesmo concorrendo com o ascendente rock britânico na década de 70, o Kiss se tornou uma marca reconhecida em todo o mundo. Atualmente seguem tocando e irão lançar um disco ainda esse ano, intitulado “Monster”.


Aerosmith

Aquela que é conhecida como a maior banda das américas foi formada em 1970 pelo vocalista Steven Tyler, o baixista Tom Hamilton, os guitarristas Brad Whitiford e Joe Perry e pelo baterista Joey Kramer.

Assim como o Kiss, o Aerosmith não alcançou bons êxitos de imediato, de forma que seus dois primeiros discos, o homônimo de 1973 e “Get Your Wings” de 1974, já possuíam grandes hits, como “Dream On”, “Mama Kin”, “Same Old Song And Dance” e “Train Kept A-Rollin”, porém só iriam alcançar o sucesso após o lançamento do primeiro divisor de águas da carreira da banda, “Toys In The Attic”, lançado em 1975, álbum que marca o sucesso da parceria da banda com o produtor Jack Douglas, que já havia produzido o disco anterior e produziria o disco seguinte, o também clássico “Rockz”, ambos discos trazem outras faixas de grande sucesso da banda, como “Walk This Way”, “Sweet Emotion”, “Back In The Saddle” e “Rats In The Cellar”.

O guitarrista e principal compositor da banda ao lado de Steven, Joe Perry resolve deixar a banda em 1979, iniciando uma fase um tanto obscura da banda, sem muito sucesso comercial e com discos pouco inspirados. Em 1981, Brad Whitiford também deixa a banda. Essa época marca uma fase conturbada da banda, com os integrantes no auge do vício em drogas e todos os integrantes necessários para que a banda virasse uma bomba relógio.

Ambos integrantes retornam à banda em 1984 e apesar de bons discos lançados, como “Done With Mirrors”, em 1985, a banda só recuperaria seu prestígio em 1987, com “Permanent Vacation”, álbum que continha, entre outras, “Rag Doll” e “Angel” e seguia mais a linha da época, o metal farofa, estilo inclusive muito influenciado pelo Aerosmith. A banda seria novamente uma das mais importantes do mundo com o lançamento da trilogia de clipes estrelados pela sexy Alicia Silverston: “Cryin’”, “Crazy” e “Amazing”, todos retirados do disco “Get a Grip”, de 1993.

A banda segue na ativa e seu novo álbum é um dos mais aguardados desse ano, marcando o retorno da antiga parceria com Jack Douglas, “Music From Another Dimension!” tem tudo pra ser um retorno a altura para esta banda, que apesar das constantes batalhas de ego, segue influenciando gerações.


Creedence Clearwater Revival

Banda clássica, constituída com esse nome a partir de 1967, durando apenas cinco anos, tendo encerrado suas atividades em 1972, no entanto, deixando um legado eterno na história do rock.

O Creedence é uma daquelas bandas que só de ouvir o primeiro acorde você já sabe do que se trata e na minha opinião, John Fogerty é um dos maiores cantores do rock, voz poderosa, cantando com o coração.

A banda lançou sete álbuns enquanto esteve na ativa, todos com ótima repercussão e sucesso comercial, além é claro, de ótimas canções, que soam e soarão como clássicos independente da época em que estivermos. Os principais sucessos da banda formada pelos irmãos John e Tom Fogerty, Stu Cook e Doug Clifford, foram “I Put A Speel On You”, “Susie Q”, “Proud Mary”, “Green River”, “Bad Moon Rising”, “Down On The Corner”, “Fortunate Son”, “Travelin’ Band”, “Who’ll Stop The Rain” e “Have You Ever Seen The Rain?”.

O disco mais vendido da banda não foi nenhum de seus álbuns e sim a estupenda coletânea, “Chronicle, Vol. 1”, que continha todos os sucessos da banda e vendeu 8 milhões de cópias só nos Estados Unidos.

Hoje em dia, John Fogerty segue sua carreira solo, que teve boa repercussão, seu irmão Tom faleceu em 1990, e o baixista Stu e Doug formaram uma versão alternativa da banda batizada de Creedence Clearwater Revisited e fazem turnês mundo afora, já tendo inclusive passado pelo Brasil em algumas ocasiões.


Metallica

Banda americana de heavy metal formada em 1981, em Los Angeles por James Hetfield, Lars Ulrich, Cliff Burton (falecido em 1986, substituído por Jason Newsted) e Dave Mustaine (substituído logo no início devido a problemas com drogas por Kirk Hammet).

Após a onda no New Wave Of British Heavy Metal no final dos anos 70, começo dos anos 80, encabeçada por bandas com Iron Maiden, Def Leppard e Saxon, surgia um movimento nos Estados Unidos pouco depois que viria a ser eternizado sobre a alcunha de Thrash Metal, de onde viriam a surgir grandes bandas, como Megadeth, Slayer, Anthrax, Testament, Overkill e Exodus, no entanto os mais talentosos e com maior capacidade de adentrar o mainstream era o Metallica, com seu poderio técnico e um bom aporte comercial por parte de Lars, a banda transcendeu todas as barreiras do heavy metal, se tornando ao lado do Iron Maiden e Black Sabbath, um dos maiores nomes do metal mundial.

Já no primeiro álbum Kill’Em All, lançado em 1983, a banda dava sinais de quanto era promissora, porém ainda muito crua, uma joia a ser lapidada, mas já continha músicas que a banda toca até hoje em suas apresentações, como “The Four Housemen” e “Seek & Destroy”.
No segundo álbum, “Ride The Lightning”, a banda já se mostrava um pouco mais concisa encontrando seu caminho como músicos, possui faixas clássicas, como “Fade To Black”, “Creeping Death” e “For Whorm The Bell Tolls”.

Em 1986, a banda atingiria um nível ainda mais elevado, com “Master Of Puppets”, disco clássico da banda, que iniciaria uma trilogia de lançamentos espetaculares, seguido por “...And Justice For All”, de 19888 e o black álbum “Metallica”, de 1991, de onde sairiam grandes clássicos do rock, como “Battery”, “Master Of Puppets”, “Welcome Home (Sanitarium)”, “One”, “Harvester Of Sorrow”, “Enter Sandman”, “Sad But True” e “Nothing Else Matters”, pra ficar em algumas.

Nos anos 90, a banda passaria por uma fase mais comercial, com discos se aproximando do new metal, que reinava na época, porém sempre com muita qualidade e grandes canções, apesar da rejeição de muitos fãs xiitas. A banda retornou às suas raízes em 2008, com o lançamento de “Death Magnetic”, grande disco de thrash metal, muito pesado, com ótimas melodias.

O Metallica segue na ativa e realizando turnês grandiosas por todo mundo e tem um dos públicos mais fiéis do mundo do rock, despertando paixão e fanatismo em jovens e velhos rockeiros. É membro do Big Four do Thrash Metal – que inclusive realizou turnê registrada em DVD e Blu Ray – composto por eles ao lado do Anthrax, Megadeth e Slayer.


Nirvana

O Nirvana foi uma banda formada em 1987, liderada pelo controverso e carismático vocalista, guitarrista e compositor Kurt Cobain, ao lado do baixista Krist Novoselic e do baterista Dave Grohl, alcançou sucesso mundial a partir do segundo disco, o clássico “Nevermind”.

A banda emergiu de uma cena de Seattle, que contava com diversas bandas talentosas no final dos anos 80, como Mudhoney, Soundgarden, Alice in Chains e Mother Love Bone (o embrião do Pearl Jam). Após o lançamento do primeiro álbum, “Bleach”, lançado em 1989, a banda atingiu certo reconhecimento no universo do rock alternativo, reinado à época pelo R.E.M. e Husker Du. O álbum possuía muita distorção, vocais gritados e poucas ou nenhuma música com potencial radiofônico, apesar de possuir ótimas músicas como “About A Girl” e “Negative Creep”, que a banda tocaria mais tarde em seus shows.

Com o lançamento seguinte, “Nevermind” a banda é pega de surpresa com tamanha repercussão e sucesso junto ao público jovem, alavancado principalmente pelo primeiro single, a clássica “Smells Like Teen Spirit”, com o riff poderoso no início e Dave Grohl espancando a bateria, Kurt canta sobre sua vida, angústias e anseios, transformando no hino de uma geração e por outro lado, uma daquelas músicas que muita gente sequer aguenta ouvir os primeiros acordes. O álbum possui somente excelentes canções, e ainda teve outros singles de sucesso como “Lithium”, “Come As You Are” e “In Bloom”. A banda vendia milhões de discos e era a principal banda de rock do mundo.

Em 1992, a banda lançaria uma compilação intitulada “Incesticide”, que continha lados b e raridades gravadas pela banda desde o início, gerou o videoclipe de “Sliver”, além de possuir grandes faixas como “Aneurysm” e “Son Of A Gun”.

No ano seguinte, 1993, a banda lançaria aquele que viria a ser seu último álbum de estúdio, “In Utero” seguiu a esteira do sucesso do seu antecessor, porém não possuía a mesma qualidade, e trazia canções mais soturnas, revelando um pouco da condição psicológica de Kurt, que não lidava bem com a fama e vivia uma relação conturbada com sua então esposa, Courtney Love (líder do Hole), além do vício em heroína. Do disco, o principal single foi “Heart-Shaped Box”, que teve boa repercussão na Mtv, ganhando inclusive, prêmios no VMA daquele ano.

Em Abril de 1994, Kurt cometeu suicídio em sua casa, deixando uma legião de fãs órfãos. A banda ainda lançaria o Unplugged Mtv em Novembro desse ano, uma apresentação épica registrada em áudio e vídeo, com participação dos Meat Puppets, banda alternativa que Kurt admirava e versões acústicas de grandes sucessos e versões de músicas até então desconhecidas do grande público, além de covers como a linda “The Man Who Sold The World”, de David Bowie.

Após o fim da banda, Krist se afastou da música por um tempo, depois voltou a tocar em bandas de menor expressão e Dave Grohl fundou o Foo Fighters, banda de grande sucesso nos anos 90 e 2000. A banda é considerada por alguns, uma das maiores da história do rock e já vendeu milhões de discos e seu líder, Kurt se tornou um mártir, com sua morte o alavancando ao status questionável de mito do rock, no seleto clube dos 27, alcunha do grupo de artistas que coincidentemente morreram com essa idade, ao lado de Jim Morisson, Janis Joplin e Jimi Hendrix.


Foo Fighters

Com o trágico final do Nirvana, o antigo baterista da banda, Dave Grohl resolveu entrar em estúdio em  1995 e gravar algumas músicas que havia composto ainda nos tempos de Nirvana. Tocando todos os instrumentos nas gravações, Grohl gostou do resultado e resolveu investir naquele projeto, que foi batizado de Foo Fighters. Ainda naquele ano, Dave montou a banda e lançou o primeiro disco homônimo.

Ainda sob a sombra de sua antiga banda, Grohl teria que provar que merecia destaque pelo seu novo trabalho e o fez de forma correta. No primeiro disco já se via o potencial de composição do cara e o talento musical do mesmo, pois lá estão grandes canções como “This Is A Call”, “Big Me”, “I’ll Stick Around” e “For All The Cows”, que são faixas tocadas pela banda até hoje em suas apresentações. Os videoclipes tiveram boa repercussão na Mtv e já traziam outra característica crucial na carreira da banda, a irreverência, longe da porra louquice do Nirvana, o Foo Fighters sempre transmitiu uma imagem bacana para o seu público.

No segundo disco, “The Colour And The Shape”, a banda traria o registro definitivo que não caminhava na esteira da antiga banda de Dave. Lá, há canções poderosas como “My Hero” e “Everlong”, com ótimas letras que marcariam a segunda metade da década de 90. No disco, Grohl ainda toca bateria, pois Taylor Hawkins entraria na banda somente para a turnê de divulgação do álbum.

O terceiro e quarto discos, lançado em 1999 e 2002 respectivamente, colocaram o Foo Fighters como principal nome do rock alternativo, com ótimas vendas, ótimas canções e videoclipes executados à exaustão pela Mtv em todo mundo. Músicas como “Learn To Fly”, “Breakout”, “All My Life” e “Times Like These” viraram clássicos contemporâneos.

Em 2005, a banda lança “In Your Honor”, disco duplo que trazia um disco de canções plugadas, rock n’ roll e outro de canções acústicas. O álbum foi sucesso absoluto e novamente a banda subiu um patamar na carreira com o single “Best Of You” que catapultou a banda além do status de banda de rock alternativo para uma banda grande, digna de respeito de público e imprensa.

Nessa época a banda ainda lançaria a compilação ao vivo “Skin And Bones” e o DVD da apresentação épica no Estádio Wembley na Inglaterra, onde a banda nitidamente emocionada toca todos seus clássicos, com direito a improvisos e dois convidados pra lá de especiais, Jimmy Page e John Paul Jones do Led Zeppelin tocam “Ramble On” e “Rock And Roll” na apresentação para emoção de todos.

Em 2011, quando a banda caminhava a pleno vapor no ponto mais alto de sua carreira, tinha tudo pra seguir o rumo da acomodação com lançamentos burocráticos, apenas para se manter na onda como muitas bandas fazem, eles lançam aquele que já é considerado por muitos seu melhor disco, “Wasting Light” tem tudo pra se tornar um clássico do rock, é forte de ponta a ponta, com canções homogêneas, três guitarras, tudo gravado num processo de gravação simples no estúdio na casa de Grohl. O album é um dos grandes discos de rock lançados no novo milênio.

A banda segue na ativa, com apresentações concorridas pelo mundo todo e sendo headline nos principais festivais de música do planeta. Porém anunciou uma pausa nas atividades nesse ano. Que eles voltem revigorados e com ótimos lançamentos.


Guns N’ Roses

Polêmica banda de hard rock formada em 1987, por Axl Rose, Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler.

A banda desde o início se caracterizou por seguir a risca o lema clássico do rock: sexo, drogas e rock n’ roll. Sempre deixou claro através de suas músicas e declarações que eram uma banda oriunda das ruas, mantendo relações com garotas promiscuas e consumindo todo tipo de droga que fosse possível comprar.

O Guns lançaria seu primeiro disco em 1987, “Appetite For Destruction”, e de cara, lançou um dos maiores discos da história do rock, talvez a maior estreia de todos os tempos e o disco de estreia de uma banda de hard rock mais vendido de todos os tempos. É difícil mencionar as melhores músicas do disco, pois ele é inteiramente foda, não baixa o nível em nenhum instante e foge um pouco do clichê das bandas da época, os singles lançados foram “It’s So Easy”, “Welcome To The Jungle”, “Sweet Child O’ Mine”, “Paradise City” e “Nightrain”, todas com grande execução na rádio e videoclipe bombado na Mtv. A banda de imediato foi alavancada ao estrelato, abrindo shows de bandas como Aerosmith, Iron Maiden e Rolling Stones.

Em 1988, a banda lança  “G N' R Lies”, um disco lançado para aproveitar a onda de Appetite, que continha músicas de um EP lançado antes da fama, mais algumas novas composições, como o hit romântico “Patience”. O disco também vendeu muito, mantendo a banda no topo absoluto do mundo da música.

Três anos após, já com os egos exacerbados e polêmicas seguidas em turnês, incluindo troca de baterista – sai Adler entra Matt Sorum – e inclusão de tecladista (Dizzy Reed) na formação principal, a banda lança simultaneamente “Use Your Illusion I” e “Use Your Illusion II”, que seriam sucessos absolutos, com filas de espera nas lojas de discos dos Estados Unidos no dia do lançamento do álbum. Em ambos álbuns, a banda mostrava uma mudança clara no seu estilo, o hard rock agressivo ainda estava presente em algumas faixas, mas abria espaço para inclusão de baladas românticas, muitos pianos e melodias mais acústicas. A trilogia de videoclipes com custo milionário foi sucesso absoluto na Mtv, “November Rain”, “Don’t Cry” e “Estranged” passaram constantemente durante meses.

A banda era o que havia de mais requisitado e bem sucedido no mundo da música, lotavam arenas e vendiam milhões de disco. Eles haviam conquistado o mundo e toda essa grandeza trouxe consigo vaidades e egos gigantes que ofuscaram o sonho dos moleques que só queriam tocar e se divertir, a formação clássica da banda viria a ruir.

O Guns ainda lançaria em 1993, um álbum de covers intitulado “The Spaghetti Incident?”, que lançou o single “Since I Don’t Have You”, porém conseguiu vendas pífias comparado aos discos anteriores e foi muito mal recebido pela crítica.

A banda hoje em dia ainda segue na ativa, mantendo apenas o vocalista Axl Rose da formação original, tocando uma versão caricata da banda, que se desmantelou no decorrer da década de 90.

Foram nomeados para o Rock and Roll Hall of Fame nesse ano, o que gerou especulações sobre uma possível apresentação com a formação original, logo de cara recusada pelo líder da banda. Uma pena.


Red Hot Chili Peppers

O Red Hot é uma banda de rock, funk/metal e outras vertentes a quais são comumente associados, fundada na Califórnia em 1983. Dois de seus membros fundadores permanecem na banda até os dias de hoje, Anthony Kiedis e Flea, vocalista e baixista respectivamente. Já o baterista Chad Smith, entrou na banda em 1988 e ocupa o posto até hoje. O cargo de guitarrista da banda é o mais instável, já tendo sido ocupado por Hilel Slovak (morto em 1988 por overdose em heroína), o mais constante deles e membro nos discos mais reconhecidos da banda, John Frusciante, que saiu da banda na primeira metade da década de 90, dando lugar a Dave Navarro, do Jane’s Addiction, e retornando à banda para gravação de “Californication”, deixou novamente a banda em 2009, dessa vez sendo substituído pelo atual guitarrista Josh Klinghoffer.

No primeiro álbum, intitulado “The Red Hot Chili Peppers”, a banda muito imatura com apensas seis meses de formada teve muitas dificuldades em estúdio, inclusive com o produtor do disco, que queria que a banda soasse mais radiofônica, do disco ainda saiu o single “True Men Don’t Kill Coyotes”.

Com seus lançamentos seguintes, “Freaky Styley”, de 1985 e “The Uplift Mofo Party Plan”, de 1987, a banda alcançou certo reconhecimento comercial, principalmente o segundo, sendo o primeiro disco da banda a entrar para a lista dos duzentos discos mais vendidos da Billboard, este trazia hits como “Fight Like A Brave” e “Me And My Friends”, cujos videoclipes tiveram considerável execução na Mtv.

Em 1989, a banda lançaria “Mother’s Milk”, com uma notável evolução na qualidade sonora do álbum, devido muito a entrada de Frusciante e Chad Smith na banda. Esse disco é incrível, possui a formação clássica da banda que mostra o que é a química entre músicos, já no primeiro disco, eles fizeram algo que a banda nunca havia conseguido, unir ritmo, melodias, peso e todas suas influências num som coeso e bem tocado. Dele saíram os hits: “Higher Ground”, “Knock Me Down” e “Taste The Pain”. O disco vendeu 2 milhões de cópias à época mais do que todos os seus antecessores somados.

Em 1991, a banda lançaria aquele que até hoje é considerado seu melhor disco, sua obra de arte, “Blood Sugar Sex Magic”, produzido pelo já badalado Rick Rubin, o disco consegue condensar tudo que a banda tem de melhor, lá está o funk, o rock, baladas, psicodelia, aliado é claro, a técnica e capacidade dos músicos no auge da forma. Clássicos como “Give It Away”, “Under The Bridge”, “Suck My Kiss” e “Breaking The Girl” são temas que marcaram época e com certeza serão lembrados para sempre na cultura pop. O álbum já vendeu 13 milhões de cópias no mundo.

No álbum seguinte, lançado em 1995, “One Hot Minute”, a banda não conseguiu manter o nível do anterior, muito devido à saída de Frusciante e entrada de Dave Navarro, deixando o som da banda mais pesado e menos comercial.

Após quatro anos, em 1999, a banda lançaria “Californication”, marcando o retorno de John Frusciante e do sucesso comercial. O disco foi sucesso absoluto, contendo grandes hits, que novamente catapultaram a banda ao posto de número um na música. Até hoje as rádios e a Mtv tocam a faixa título, “Scar Tissue”, “Road Trippin’”, “Around The World” e “Otherside”.

Desde então a banda aprumou o voo e vem se mantendo no topo, com lançamentos tendo grande repercussão (“By The Way”, “Stadium Arcadium” e o mais recente “I’m With You”), tocando nos principais festivais e sendo uma das principais bandas de rock em atividade no mundo.


The Doors

Banda clássica de rock formada em 1965, pelo vocalista mártir Jim Morrison, o pianista Ray Manzarek, o guitarrista Robby Krieger e o baterista John Densmore. O The Doors se caracterizava pelo som único da banda, com muitos teclados e órgãos construindo uma textura sonora única, isso aliado às letras com toques de poesia de Jim Morisson elevaram a banda ao status de clássico do rock e Jim Morrison ao panteão dos grandes compositores da história da música.

O auge da banda durou sete anos, período em que contou com Jim nos vocais, após sua morte em 1971, os outros integrantes ainda lançaram dois discos sem grande repercussão e optaram por encerrar as atividades em 1972.

Já no primeiro disco, a banda apresentava um excelente cartão de visitas, no álbum auto intitulado “The Doors”, de 1967 já cheirava a greatest hits, com músicas como “Break On Through (To The Otherside)”, “Light My Fire”, “Take It As It Comes”, “Light My Fire” e “The End”. Esse disco está presente em todas as listas de discos definitivos do rock.
Ainda no mesmo ano, a banda lançaria “Strange Days”, que continha as clássicas “Love Me Two Times” e “People Are Strange”. Ambos os discos contém músicas das raízes dos Doors, com músicas feitas em cima de poemas de Morrison, sendo que os dois primeiros álbuns são semelhantes esteticamente falando.

O terceiro disco foi lançado em 1968, “Waiting For The Sun” foi o primeiro da banda a atingir o número um da Billboard, tendo alcançado muito sucesso com o single clássico “Hello, I Love You”. Com esse disco a banda se consolida como uma das principais do mundo do rock.
No ano seguinte a banda lançou “The Soft Parade”, que mudou um pouco a estética em relação aos seus antecessores, com músicas mais densas e mais metais em seus arranjos. Marca também um maio espaço para as composições do guitarrista Robby Krieger. O disco não possui nenhuma faixa clássica.

Em 1970 a banda volta ao simples com o lançamento de “Morrison Hotel”, com a clássica “Roadhouse Blues” puxando o disco. Um ano após, em 1971, lançam aquele que viria a ser o grande clássico da banda ao lado do primeiro álbum, “L.A. Woman” é mais voltado ao blues e marca a morte do vocalista Jim Morrison três meses após o lançamento devido a causas até hoje não esclarecidas. Este disco mostra a banda novamente entrosadíssima, coesa, tocando como sempre em músicas como a faixa título, “Love Her Madly” e “Riders On The Storm”. “L.A. Woman” é um dos grandes clássicos do rock.

Após a morte de Jim, a banda ainda lançaria em 1971, “Other Voices” e “Full Circle” em 1972, sem grande sucesso, com Ray e Robby substituindo os vocais de Morrison, porém a banda resolve encerrar a carreira em seguida. Desde então, a banda se encontra ocasionalmente para celebrações ou homenagens, tendo inclusive lançado um registro com alguns vocalistas convidados como Scott Weiland, do Stone Temple Pilots, Scott Stapp, do Creed e Ian Astbury, do The Cult, tendo inclusive realizado uma turnê com este último nos vocais.
A banda já vendeu mais de 20 milhões de discos e estima-se que ainda venda cerca de 2 milhões de cópias ao ano, mesmo não lançando um álbum há quase quarenta anos. É a força da boa música amigos.


Essa é minha lista, faço aqui menções mais do que honrosas à clássica Lynyrd Skynyrd; às punks Bad Religion, Pennywise e Offspring; aos grunges Pearl Jam, Alice In Chains e Soundgarden; ao alternativo R.E.M.; ao metal do System Of A Down, Anthrax, Megadeth, Slayer e Machine Head; e ao hard rock do Bon Jovi e do Cheap Trick, mas são só dez e essas são minhas bandas preferidas.

Concorda? Se não, no que discorda? Monta a sua aí nos comentários.




David Oaski



















segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ORAÇÃO DOS NOVOS TEMPOS



Deus permita que eu tenha discernimento, que não me contamine com toda essa futilidade que inunda minha geração. Que eu não seja raso o suficiente para querer tchu ou tcha. Permita que eu saiba diferenciar o que é realmente uma coisa de qualidade ou algo que está sendo imposto pela mídia ou moda pra pagar de bacana. Que eu jamais queira frequentar lugares que não me dizem nada só pra pagar de cool. Que tudo que nos rodeia deixe de ser tão superficial. Que as pessoas se permitam ouvir e não apenas esperarem suas vezes de falar. Que o mundo se transforme num lugar justo. Que as pessoas olhem para o seu rabo antes de dizer algo dos outros. Que não alimentem fofoca. Que agradeçam o que tem ao invés de reclamarem da sorte o tempo inteiro. Que as pessoas tenham mais disposição, bons argumentos e saibam avaliar seus conceitos e decisões antes de cuspir qualquer asneira.

E acima de tudo que eu possa me fortalecer a cada vez que os ignorantes acharem que sou louco.

E que apesar de tudo isso eu saiba meu lugar, de modo que não sou melhor ou pior que ninguém devido aos livros que leio, músicas que ouço ou situações que vivo.

E, além disso, que eu possua serenidade para seguir em frente e não me torne alguém amargurado e deprimido, sonhando com um mundo fantasioso e utópico.



David Oaski

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PARCERIA: CASA DO GRANDE HIPPIE


Mudei o foco do blog há pouco tempo, fiz pra ver no que dava, sem muita pretensão, como um passatempo, um hobbie. Porém, como sempre gostei de escrever, passei a publicar com frequência sobre temas diversos, colaborando com sites como Whiplash.net.

Enfim, aos poucos, com trabalho de formiguinha, vou desenvolvendo o blog, quem sabe não dê em nada, mas quem sabe se torne algo cada vez mais divertido e rentável.

O intuito desse post é anunciar a primeira parceria do blog: A Casa do Grande Hippie (cujo link se encontra a direita do post). Lá rolam textos diversos, vídeos, humor e sempre conteúdo de muita qualidade.

Pra mim é uma honra tê-los como parceiros.

Seguimos em frente estimulando o uso do cérebro que parece que caiu em desuso por grande parte da população.


David Oaski

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O CONCEITO PERDIDO DE ÁLBUM



Led Zeppelin IV, Machine Head, Quadrophenia, Abbey Road, Exile on Main Street, Back in Black, Master of Puppets, Appetite for Destruction, London Calling,  Nevermind, entre outros são álbuns clássicos absolutos do rock, tendo como característica comum entre eles a uniformidade estética da arte como um todo, as músicas coesas, um album em si. Esse conceito parece que se perdeu com o tempo.

O álbum surgiu desde sempre como uma necessidade do artista de expor seu trabalho como um extrato do momento que a banda atravessa, seja da vida pessoal dos músicos, influências, busca de novas sonoridades, enfim, tudo influi. Na década de 60 e 70, os artistas chegavam a lançar dois álbuns no mesmo ano, saindo em turnê na sequencia de cada um para divulga-lo. Dessa forma, as pessoas que não tivessem oportunidade de acompanhar ao vivo seus artistas favoritos poderiam ter um registro dos mesmos para ouvirem quando quisessem, um vinil, K7, mais recentemente, um CD e nos tempos atuais, MP3.

Não se tratava de uma regra, mas as bandas buscavam tornar cada álbum, um registro fiel do momento que atravessavam, pensando na arte como um todo, analisando sequencia das músicas, capa, arte do disco, quais seriam as possibilidades de singles e, antes de tudo, identificar o que queriam transmitir com aquele disco. Não que as gravações fossem feitas de forma mecânica, pelo contrário havia o aspecto fundamental para criação que é o feeling de cada artista, porém os músicos buscavam se superar a cada disco, tecnicamente e esteticamente.

Creio que a forma que se consome música hoje em dia tenha tirado de certa forma o foco do álbum como forma de registro da arte. Como ouvimos muita música no formato MP3, muitas vezes de forma solta, aleatória num playlist qualquer, se perde um pouco a noção do contexto em que se encaixa melhor aquela canção. Outro fator importante é que os álbuns deixaram de alcançar as vendas expressivas que alcançavam nas décadas passadas, distanciando dessa forma, as bandas novas daquele compromisso com o álbum como um todo, aquele capricho de transformar o álbum numa arte completa.

Não estou aqui defendendo aqueles álbuns conceituais, que visam contar uma história a cada faixa, como se fosse uma novela – aliás muitos destes são chatíssimos – mas sim a composição do álbum, buscando que esse torne um lançamento importante, que por mais que não vire um clássico, seja um lançamento importante, digno no mínimo de respeito.

Você pode estar aí do outro lado lendo e pensando que isso é besteira, que estou sendo detalhista. Talvez seja mesmo, mas o fato é que são esses detalhes que podem trazer de volta a boa música ao gosto popular, afinal é comum ouvir uma banda nova com um ou dois grandes singles e ao ouvir o álbum por inteiro se decepcionar completamente devido à falta de homogeneidade entre as canções, melodias, letras e equilíbrio do álbum.

Que as bandas novas tenham mais inspiração e que ao darem a luz aos seus rebentos álbuns tenham mais responsabilidade ao lembrar que essa arte será um registro eterno dos artistas presentes no mesmo e que se inspirem nos discos citados no começo do texto, pois se conseguirem alcançar dez por cento do que eles fizeram já terão seu lugar garantido na história.



David Oaski


terça-feira, 21 de agosto de 2012

ON THE ROAD



On The Road é um livro lançado em 1957, escrito por Jack Kerouac, nos Estados Unidos, e é considerado um clássico contemporâneo da literatura. A obra já foi traduzida no Brasil como Pé Na Estrada, em algumas traduções e é um dos principais, senão a principal referência da geração beat que habitava o cenário cultural americano em meados dos anos 30 e 40.

O mais interessante é que o livro se tornou um clássico, mesmo não tendo um enredo genial ou um roteiro brilhante. O que chama a atenção é o estilo de escrita de Kerouac que demonstra muita coesão e agilidade no seu texto, sempre retratando de forma leal as angústias, os costumes e o estilo de vida de uma forma geral daquela geração. Trata-se de um retrato fiel da época que viviam os americanos.

A história é contada por Sal Paradise (alter ego do autor) e narra um período da vida do mesmo em que ele viveu a maior parte de seus dias na estrada, muitas vezes de carro, outras de ônibus, outras tantas de carona. Sempre acompanhado ou visitando amigos – que são todos alter egos de pessoas que o autor realmente conhecia – como Old Bull Lee, Terry, Carlo Marx, Ed Dunkel, Camile, Marilou, Galatea e o principal deles, Dean Moriaty.

Sal mora com uma tia e resolve realizar uma viagem, a primeira de algumas que ele viria a realizar, e cai na estrada, pegando ônibus e pedindo carona, com pouco dinheiro no bolso. Assim a trama se desenvolve, com aventuras, festas, devaneios e uma escrita que é de cair o queixo. Entre uma passagem e outra, Kerouac deixa claro que sua geração está em busca de algo, algo que nem eles mesmos sabem o que é, talvez por isso tenham caído na estrada, para buscar algo que os completasse.

Sal é um cara mais reservado, consciente, enquanto seu principal companheiro na maioria de suas viagens, Dean, é voraz, intenso até o último fio de cabelo, sempre com histórias sem muito nexo, devaneios tresloucados e acima de tudo um carisma imenso, definitivamente um dos personagens mais marcantes da literatura moderna.

Ao ler On The Road, sentia um entusiasmo, uma vontade quase incontrolável de cair na estrada e buscar as experiências de Sal, aprender mais sobre mim mesmo, celebrar, refletir e viver. Fico pensando o que Sal (Jack) e sua turma estavam procurando e cheguei a uma possibilidade bem factível, quando Kerouac escreveu a história (um manuscrito muito maior do que o publicado) ainda não existia o rock n’ roll, será que não era isso que eles procuravam, pois o estilo de vida dos beats e o estilo de escrita dos mesmos é muito rock n’ roll, por mais que o mesmo ainda não tivesse sido concebido à época. Suas aventuras eram regadas a jazz, blues e bop, porém a trilha perfeita para estas histórias seria um belo rock n’ roll.

Como diz Sal ao encerrar o livro, penso em Dean Moriaty, como deve ser viver a vida dessa forma no limite entre a loucura e a lucidez, sem se preocupar com nada, dando ouvidos a ninguém e sendo julgado por isso o tempo inteiro, deve ser pesado, mas Dean me mostrou a utopia do que chamamos de liberdade.


P.S.: A história foi finalmente adaptada para o cinema em 2012, dirigido pelo brasileiro Walter Salles, estrelado por Sam Riley, Garrett Hedlund, Kristen Stewart e Kristen Durnst. Aguardemos que as telas consigam traduzir o que as páginas significam a todos que tiveram o  prazer de desfrutar dessa obra prima eterna.



David Oaski

  

sábado, 18 de agosto de 2012

O ZÉ REGRINHA



Existe uma apostila agora de como devemos viver. O que você deve comer, o que você deve fazer, o que você pode ou não falar, que roupas você deve vestir, que música deve ouvir e que tipo de comportamento deve ter. É praticamente uma ABNT da vida real.

Cada vez mais surgem programas como o “Bem Estar” na Rede Globo, além dos Dráuzios Varelas da vida pra te dizerem especificamente o que te faz mal, o que faz bem e que hábitos você deve ter para viver até duzentos anos.

Crianças precisam de limites, pois estão sendo educadas, com o caráter e personalidade em formação, adultos não. Todo mundo minimamente esclarecido sabe que fumar faz muito mal para o pulmão, beber em excesso sobrecarrega o fígado, comer alimentos saudáveis te garantem um organismo mais limpo, etc. A questão é: será que precisa mesmo desse caga regrismo todo?

Porra, a vida já é bem difícil, pra todos, temos que trabalhar, estudar, agradar as pessoas, ser educado e simpático, de forma que se, não tivermos nossos desafogos, nossos excessos de vez em quando a vida se torna mais entediante ainda, ou seja, precisamos enlouquecer algumas vezes.

Por outro lado, entendo perfeitamente a programação de TVs, profissionais da saúde e área física se aproveitando do hype, afinal a moda é ser saudável. O que incomoda mais são as pessoas como eu e você que aderem a essa causa de forma ferrenha. Se você não se enquadra na ondinha de comida japonesa, malhar igual a um louco, tomar suplementos, correr na praia e não encostar um cigarro na boca é como se você fosse um et, um ogro que está parado no tempo.

Cada um sabe de si (ou pelo menos deveria), e leva sua vida da forma que melhor lhe convém, eu particularmente, acho muito mais divertido levar a minha com alguns abusos e fazendo algumas merdas de vez em quando. Você não concorda? Ok, respeito seu estilo de vida. Agora não venha pro meu lado arrotando regrinha, porque na minha casa eu que faço as regras.



David Oaski

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A CORAGEM DO THE CLASH



O The Clash é uma banda inglesa formada em 1976 na ascensão do movimento punk na segunda metade da década de 70, encabeçado por eles e o Sex Pistols no Reino Unido e pelos Ramones e The Stooges nos Estados Unidos.

A banda, desde seus primeiros registros se caracterizava pelo visual rebelde e pelas letras politizadas, com mensagens sociais, protestos, sempre abordando temas relevantes em suas canções. A música em si seguia os rumos do punk na época, com canções rápidas, sem muitos efeitos ou firulas, cru e direto ao ponto, porém com uma diferença em relação às bandas contemporâneas, a influência notável de reggae.

Já no primeiro disco homônimo lançado em 1977, o Clash demonstrava seu potencial, já lançando canções muito boas, que são tidas como clássicas até os dias de hoje, como "White Riot”,  “I’m so bored with the USA” e “Career Opportunities”. O disco não foi lançado nos Estados Unidos, porém teve boa repercussão na Inglaterra e Reino Unido.

O segundo álbum sairia no ano seguinte, 1978, chamado “Give’Em Enough Rope”, foi o primeiro da banda lançado nos Estados Unidos e também o primeiro a atingir a lista da Billboard 200, na posição de nº 128. Lançou como singles as canções “Tommy Gun” e “English Civil War”. O disco mostra a contínua evolução da banda, superando o trauma que toda banda passa no lançamento do segundo álbum, novamente deixando claras as influências de ritmos jamaicanos no som da banda.

Porém o melhor ainda estava por vir, em 1979, a banda lançaria o seu maior clássico e um dos maiores clássicos da história do rock: “London Calling”. O álbum duplo colocaria o The Clash de vez na história do rock, sendo um trabalho atemporal, daqueles que você vê uma uniformidade, com grandes canções, ótimas letras e uma banda talentosa e coesa tomando conta da situação. Como nos outros discos, a maioria das canções eram feitas em parceria por Joe Strummer (letras) e Mick Jones (melodias e arranjos), sendo que ambos eram os grandes egos da banda, com algumas exceções de canções feitas pelo baixista Paul Simonon. São dezenove faixas, que encantam o ouvinte a cada acorde, há praticamente todos os ritmos no disco, desde pop, punk, reggae, ska, jazz, R&B e rockabilly, além de ter músicas que estão inseridas no imaginário pop pra toda eternidade, tais como a música título, com um riff marcante e uma aura magnífica; “Clampdown”, com sua letra de protesto questionando o sistema; a pop “Lost In The Supermarket”, que fala sobre consumismo; e uma espécie de balada torta “Train in Vain”, clássico. “London Calling” está em dez de dez listas dos melhores discos da história do rock, sempre nas primeiras vinte posições, de forma merecidíssima, diga-se de passagem. A capa do álbum merece um destaque também, uma das melhores da história de rock, com uma foto de Simonon quebrando uma guitarra e com uma referência explicita da fonte da letra à capa do primeiro disco de Elvis Presley, de 1956.

Após o álbum consagrado seria difícil a banda se superar, então resolveu ousar mais ainda nas misturas de influências e experimentalismo, lançando em 1980, “Sandinista”, onde são 36 músicas, compondo um disco triplo, o que gerou entreveros entre a banda e sua gravadora, pois a primeira queria que fosse lançado a preço de um disco simples, porém a quantidade de músicas só prova o quanto a banda estava prolífica à época. As músicas não possuem muita uniformidade entre si como no álbum anterior e novamente possui de tudo, de jazz a reggae, de punk a funk, o disco seria catalogado nos dias de hoje como ‘world music’. Ainda assim possui grandes clássicos do quilate da sensacional “The Call Up”, “Police On My Back” e “The Magnificent Seven”. O disco não é tão lembrado quanto seu antecessor por motivos óbvios, mas tem grande destaque na discografia do Clash, sendo que dentro daquela miscelânea de sonoridades, pode-se ver muito do que viria ser tendência nos anos seguintes.

Em 1982, a banda lançaria seu álbum de maior sucesso comercial até então, “Combat Rock”, puxado por clássicos como “Should I Stay Or Should I Go” e “Rock The Casbah”, canções que tocam nas rádios até hoje e são regravadas frequentemente. O disco foi primeiramente produzido por Mick Jones, porém o trabalho não agradou o restante da banda que chamou outro profissional para finalizar o disco. A banda descomplicou seu som nesse disco, além de voltar ao lançamento simples, lançou músicas mais voltadas para influências jamaicanas e as raízes punk, de modo que garantiu ótimas vendas tanto nos Estados Unidos e Inglaterra.

Após o lançamento de “Combat Rock” a banda passa por algumas mudanças, uma delas a demissão do baterista Topper Headon, sendo que a banda alegou o motivo o uso abusivo de drogas por parte do músico, para o seu lugar foi chamado o baterista original da banda Terry Chimes, porém o mesmo ficou pouco tempo devido a constantes conflitos entre os músicos, sendo substituído por Pete Howard. No entanto, o grande golpe viria a seguir, em 1983, Joe Strummer e Paul Simonon decidem demitir Mick Jones da banda, devido a divergências musicais e seu comportamento problemático, esse era definitivamente o iminente fim da banda, porém num último suspiro, dois guitarristas são convocados para substituir Jones, Nick Shepperd e Vince White.

Em meio a todas essas turbulências, o Clash lança o que viria a ser seu último disco, “Cut The Crap” lançado em novembro de 1985. O disco traz uma banda descaracterizada, com uso abusivo de bateria eletrônica (imposto pelo empresário e produtor do disco Bernie Rhoades) e sintetizadores, gerando um som estranho e longe do brilhantismo de seus antecessores. Foi lançado apenas um single “This Is England” e com o passar do tempo o disco foi desconsiderado pelos fãs e pela própria banda, sendo que poucas coletâneas possuem o único single gerado pelo álbum, além de não ser citado na maioria dos documentários sobre a banda.

A banda encerrou suas atividades oficialmente em 1986, e seus integrantes seguiram suas carreiras com Jones montando a banda Big Audio Dynamite, com forte influência de ritmos jamaicanos e relativo sucesso nos anos 80 e hoje faz parte do Gorillaz; Simonon se dedica a artes visuais, além de também fazer parte do Gorillaz e The Good, The Bad and The Queen; Strummer lançou algumas bandas, atuou em filmes e faleceu em 2002, vítima de um ataque cardíaco; e Topper Headon formou uma banda de jazz e em tributo ao The Clash.

Desde que conheci o The Clash me fascinei pela história da banda, por ser diferente da maioria das outras bandas que atingem sucesso comercial, principalmente pela ousadia e inquietação de seus integrantes. Ao lançar “London Calling” eles já tinham seu álbum clássico e poderiam muito bem tomar o rumo da bundamolice e  seguir um método de trabalho para se manterem na mídia ad infintum, porém não se contentaram e procuraram sempre se superar a cada trabalho, buscando novas influências e novas sonoridades, com coragem, acertando e errando, mas nunca se omitindo da sua veia artística ou se rendendo a imposições de produtores e gravadoras.

O Clash misturou a porra toda e deu liga, tocou ska, funk, punk, reggae, R&B, jazz, eletrônico, rap, pop e o que mais pintasse, simplesmente pelo amor à música, não se contentaram em ser um dos pilares do movimento punk – e o são - e buscaram cada vez novos rumos para que sua carreira não ficasse estagnada.

O punk do The Clash foi além das roupas e pose de mal do Sex Pistols, pois buscou se reinventar a cada disco, focou na música, sendo influência direta para as gerações que viriam a seguir e mesmo quando derrapou no seu último disco, errou de pé, com coisas novas e musicalidade que com algumas alterações viraria moda na década de 80.

Não sou fã número zero da banda e eles sequer estão entre as minhas cinco bandas favoritas (certamente entre as dez), mas a coragem de músicos como os do Clash me fazem respeitar demais a história dessa grande banda, cujos discos e canções ficarão marcados para sempre na história da música.

Se você ainda é daqueles fãs de música bitolados que chamam o artista de vendido a cada mudança que ocorre na carreira do mesmo, você certamente ficaria desnorteado a cada lançamento do The Clash, pois poderia esperar de tudo, menos repetição e conformismo.

PUNK até a alma e não só no marketing, com propriedade de quem veio do proletariado inglês, esse era o Clash, corajoso, talentoso e potente, impunham seus instrumentos como armas, evocando todos para o combate contra um sistema ilusório e injusto que oprimia a jovens que só queriam sonhar e se divertir.

Procurei a tradução de clash para o português e discordei do significado encontrado: choque. A meu ver, o mais correto seria atitude.

Obrigado The Clash!




David Oaski




terça-feira, 14 de agosto de 2012

O QUE ACONTECEU COM A MTV?



Lançada no Brasil em 1990, a emissora já consagrada nos Estados Unidos e em alguns outros países buscava ampliação e disseminação da marca, chegando dessa forma a terras tupiniquins.
Na época do seu surgimento, a música vivia uma entressafra, pois as bandas de sucesso do rock nacional dos anos 80 já não estavam nos seus melhores momentos, assim como os artistas da MPB, tampouco a música internacional que via o contínuo desgaste da new wave e do metal farofa.

Contudo, surgiu o movimento grunge ainda na primeira metade da década de 90 e bandas como Nirvana, Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Soundgarden, coincidindo com ótimos lançamentos de Guns N’ Roses, Metallica, entre outras alavancaram a emissora a ditadora de tendência e a determinaram como membro ativo da cultura jovem. Em meados da década ainda viriam a surgir grandes nomes do rock nacional, como Raimundos, O Rappa, Charlie Brown Jr., Skank, Chico Science & Nação Zumbi sempre com o aporte da tv, veiculando seus clipes, com as bandas participando ao vivo dos programas, repórteres realizando coberturas em loco, enfim, uma sintonia total com o movimento de um modo geral.

Minha geração cresceu assistindo e foi muito influenciada pela emissora, programas como o Disk Mtv, Neurônio, Lado B, Riff, Dataclipe, Jornal da Mtv, além do Verão Mtv, entre outros, tinham enorme apelo e traziam sempre atrações bacanas. De forma que muito do conhecimento que tenho das histórias, mitos e lendas do mundo da música, vieram de programas como Mtv Mais, Lendas do Rock, entre outros tantos especiais que eram produzidos de tempos em tempos, sempre com muita informação e de forma simples.

Então em meados da década de 2000, a emissora resolveu rever seus rumos e decidiu que o formato não estava mais agradando, mudando completamente o foco da programação da música para os programas de comportamento, game shows, séries e outras porcarias diversas. A partir dali, a Mtv se perdeu, não conseguiu mais ter a força que tinha sendo vista desde então como uma emissora ultrapassada, uma espécie de moda que passou. Triste.

Nos últimos anos, ao que parece, a direção e produção da emissora notou o passo errado e retomou o foco para a música, voltando com programas de clipes, mas com bastante espaço também a comédia, tendo como carro chefe o talentoso Marcelo Adnet. No entanto, as bandas já não oferecem tanto encantamento, os artistas tratados são essas febres adolescentes e a maior parte da programação soa alienada e juvenil, uma espécie de TV Fama infantil.

Tudo que é feito nos últimos tempos, principalmente na tv, é baseado na audiência, sendo que não importa se tal programa tem qualidade ou não, o importante é ter audiência e creio que a Mtv tenha seguido esse caminho do emburrecimento coletivo, deixando, dessa forma, de ter aquela sagacidade dos seus tempos áureos, quando conseguia ser popular e ser roqueira, sem perder a atitude.

Faz falta no nosso país, algum veículo que tente chacoalhar essa bundamolice, que não nade com a corrente, que não siga o caminho mais fácil. Seria ótimo se eles tentassem resgatar as raízes e bombardeassem a molecada de informação, de música boa, com artistas tanto clássicos, quanto contemporâneos, divulgando e apoiando a cena independente do país, gerando discernimento na geração que vem vindo. Porém não é o que parece acontecer, seguimos dependendo do surgimento de bandas novas a fim de fazerem a diferença, porém sem o devido apoio e reconhecimento, muita dessas bandas, por mais atentos e curiosos que sejamos, não chegarão aos nossos olhos e ouvidos, enquanto Justin Beabers e afins tomam todo espaço para si.

Torço pra que um dia a Mtv volte a ser relevante culturalmente ou que surja outro veículo com tamanha força que volte a influenciar de forma positiva as gerações, com estilo próprio e de forma original, não seguindo a maré.




David Oaski 



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O POSER E O IDIOTA



De tempos em tempos volta à moda no meio do rock esse termo usado para definir quem gosta de bandas que fazem sucesso e estão no mainstream, o poser. A definição busca identificar aqueles que buscam parecer uma coisa que não são, ou seja, dizer que é do rock, sendo que não conhece o estilo a fundo.

Esse termo é usado como ofensa nos tempos de Internet, mencionado pelos que se acham superiores aos outros por gostar de certas bandas mais tradicionais, tidas como clássicas por público, imprensa e no próprio meio da música. Chegamos num ponto onde gostar de bandas como Slipknot, Avenged Sevenfold ou Coldplay é algo proibido, como se não houvesse no mundo outra banda além de Led Zeppelin, Beatles, Metallica e Black Sabbath.

Realmente devem haver pessoas que se passam por fãs de rock sem muito conhecimento e passam vergonha, mas fico pensando quantos dos que perdem seu tempo pra chamar tal banda de poser, falar que tal banda é um lixo sem nunca ter ouvido a sério seu som e, principalmente, até que ponto esse preconceito estúpido impede as pessoas de conhecer bandas novas que fazem um trabalho interessante. Muitos desses que criticam são os mesmos que falam que indie é coisa de gay, que metal farofa não presta e o pior que o rock acabou, é de dar pena.

Claro que as bandas clássicas têm seu mérito e merecem sempre a lembrança e reverência do público, pois através delas, o rock como movimento cultural se desenvolveu e permanece inserido na cultura mundial há tanto tempo, bandas como Beatles, Rolling Stones, The Who, The Doors, Pink Floyd, Creedence, Lynyrd Skynyrd, Kiss, Queen, Black Sabbath, além é claro dos primórdios com Elvis, Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Buddy Holly, entre tantos outros, são os pilares de tudo que veio na sequência. São bandas que ultrapassaram seu tempo, sua geração e viraram verdadeiras marcas, que trazem consigo toda uma camada folclórica que é sensacional de ser desvendada.

No entanto, entendo que bandas contemporâneas como Red Hot Chili Peppers, Nirvana, Guns N’ Roses, Foo Fighters, Mastodon, System of a Down, Queens of the Stone Age, Black Keys e até as citadas Slipknot e Avenged Sevenfold, entre outras, tem seu valor, e são ótimas bandas, com carreiras sólidas e bons discos lançados. Não entra na minha cabeça que as pessoas não possam ouvir o que quiserem na hora em que tiverem vontade. Se eu estiver a fim de ouvir Beatles, ouvirei cheio de tesão, e se na sequencia, der na telha de ouvir Slipknot, vou ouvir com a mesma intensidade. Uma coisa não anula a outra.

Além disso, há outro ponto importante nessa discussão que é a porta de entrada pro rock. É difícil acreditar que alguém comece a ouvir rock hoje em dia através das bandas dos anos sessenta e setenta, salvo exceções como em casos de influência dos pais. O mais normal é que o cara ‘se inicie’ ouvindo Linkim Park, Coldplay, Marron 5 e outras bandas que possuem destaque na grade mídia, para daí então, após algum tempo se interessarem ou não pelo estilo como um todo. Resumindo, o cara tem seus 12 anos e é apaixonado pelo Avenged Sevenfold, digamos que daqui a dez anos ele não terá o mesmo apreço pela banda, já curtindo rock clássico, com maior discernimento cultural e tudo mais. Sou o exemplo vivo disso, pois minha banda preferida quando adolescente era o Blink 182, hoje não sou tão fã da banda, já tendo maior interesse em outras vertentes do rock, com bom conhecimento do gênero.

O público de rock que tem esse comportamento de rechaçar qualquer banda que tenha maior destaque na mídia, seja pela maquiagem, pelo som ou qualquer outro motivo se mostra preconceituoso e ignorante, confirmando aquela visão deturpada que a sociedade tem de que todo roqueiro é burro, quando sabemos que é exatamente o contrário.

Ninguém é obrigado a gostar de nada e todos tem suas antipatias com relação a bandas, mas que tal ao invés de comentar nas redes sociais ou comentários em portais diversos frases do naipe de ‘banda lixo’, ‘poser’, ‘som de gay’, você não simplesmente ignora ou tenta montar um argumento menos idiota pra sustentar seu comentário.

Bandas comerciais existem, sempre existiram e sempre vão existir e podem conviver tranquilamente com o indie, o metal, o hard, o stoner, enfim, todos os estilos, basta que nós que gostamos de rock sejamos menos idiotas e promovamos o estilo e não fiquemos desdenhando de tudo, trollando sem parar na rede, ou senão ficará difícil superar a mediocridade da cultura de massa atual.

E outra, conservadorismo não combina nem um pouco com rock n’ roll.




David Oaski