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quinta-feira, 22 de maio de 2014

TV REVOLTA


Você se acha esperto não é mesmo? É um mal do ser humano, individualista que é, se achar mais esperto que os outros. Porém uma das coisas mais patéticas que se vê nesses tempos de Facebook são os otários metidos a espertos.

Cada hora é uma onda que esses manés aderem como sendo uma baita campanha ou uma medida revolucionária. São inúmeras babaquices, entre elas redução da maioridade penal, apoio a justiça com as próprias mãos e grupos de extermínio, pena de morte e o principal, falar mal do PT e da Dilma.

Essa moda vem se alastrando ferozmente com páginas como TV Revolta e afins. São todos temas polêmicos, porém pertinentes e cuja discussão é necessária e extremamente saudável para formação de um povo mais culto. No entanto, tem muito alienado dando uma de sabichão por aí e isso assusta, e muito.

Simplesmente compartilhar um post e propagar uma ideia sem pensar ou analisar o tema se mostra muito prejudicial à sociedade, pois as pessoas passam a acreditar cegamente em coisas que são discutíveis ou não passam de boatos, como vimos no caso extremo da moça espancada até a morte na minha cidade natal, Guarujá.

É muita burrice ser a favor de redução de maioridade penal, pena de morte e justiça com as próprias mãos, pois sabemos que temos um Estado omisso governado por gente corrupta que se investisse minimamente na educação desse país poderíamos ter um povo com nível de discernimento maior e aí sim chegar à discussão desses temas.

Quanto a falar mal do PT e da Dilma então é mais moda que o “Lepo Lepo”. Ok, o governo do PT no país vai completar 12 anos, após 8 dos tucanos do PSDB e tivemos boas ações dos dois governos. O PSDB lançou o plano Real que retomou a estabilidade do país num momento complicado; já o PT melhorou a economia, reduziu o desemprego e criou ações que ajudam o povo, passando por uma crise econômica mundial sem grandes sustos.

Antes que você tire conclusões precipitadas, não sou petista, tampouco tucano, mas acho que o problema do PT está longe de ser o Bolsa Família ou outros subsídios ao povo. O projeto é ótimo, agora se tem gente que se escora nessa ação como uma muleta é outra história, que se criem mecanismos de fiscalização eficazes. O problema real do PT foi não conseguir oferecer saúde, educação e segurança dignos à população, se apoiando nesse papo de oitava economia mundial como desafogo pra tudo.

Já o PSDB eu não compactuo ideologicamente, aqueles engomadinhos que adoram executivos, privatizações e playboys não me dizem absolutamente nada.

A grande questão é que já se vão duas décadas de tucanos e petistas se revezando no poder, de modo que essa alternância breca a evolução. É preciso buscar uma nova legenda, pesquisar outros candidatos, analisar seus históricos e seus projetos, para aí sim ter um voto consciente e saber que você fez o melhor que podia com o poder de cidadão que tem em mãos.

Antes de reproduzir velhos conceitos como um gravador velho, procure formular uma opinião própria. Se descontamine de si próprio.



David Oaski

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

É TUDO UMA PORCARIA


Funk, pagode, axé, sertanejo universitário e todas outras manias que a mídia propaga e grande parcela acéfala da população reproduz. É tudo uma porcaria. Uma merda. Uma bosta. Um lixo. E todos outros adjetivos pejorativos que possam ser empregados a esses excrementos musicais.

Chega de ser coerente, de tentar entender os porquês, de tentar não parecer arrogante. Não há como acreditar num país esclarecido e culto com esse tipo de música tocando na rádio. Não posso aceitar, principalmente, que gente de maior nível cultural aceite essas baladas só pra ir com a massa, pra não pagar de amargurado.

Não quero nem saber se os artistas ralam, dão duro, têm origem sofrida, venceram na vida ou não. A vida é dura pra todo mundo. A origem da maioria esmagadora da população é humilde, então foda-se a origem desses babacas.

É hora de notar o prejuízo não só cultural, mas também social. É preciso analisar o quanto da estagnação social que o país se encontra não tem a ver com esse lixo cultural que nos rodeia.

Entendam, não estou aqui exigindo que todos ouçam rock, heavy metal ou afins. Gosto é gosto, cada um tem o seu, mas já passou da hora das pessoas terem um pouco mais de discernimento antes de ouvir qualquer besteira.

Mais investimento na base da educação e menos burrice na música nacional.



David Oaski

terça-feira, 18 de junho de 2013

17/06/2013 - UM DIA PARA A HISTÓRIA



A pouco mais de um ano fiz um post chamado “Enquanto Isso Em Brasília” (http://rockideologia.blogspot.com.br/2012/06/enquanto-isso-em-brasilia.html), em que contava de forma totalmente utópica uma história de revolução, em que o povo, cansado das mazelas do sistema, invadia o congresso e tomava o poder.

Ontem aconteceu algo semelhante, que eu não imaginava ser possível frente a tanta passividade e omissão de tantos anos da sociedade brasileira. De forma inédita na minha geração, a massa foi à rua protestar, contra as mais diversas adversidades encontradas no dia-a-dia e o mais importante, exercer seu poder de cidadão, lutando por seus direitos.

Tudo começou na semana passada, quando os estudantes de São Paulo foram às ruas protestar contra o aumento da tarifa de ônibus em R$ 0,20. A reação mais comum dos acomodados foi a de sempre ao ver qualquer manifestação de rua: “Não vai adiantar nada”, e seguem reproduzindo isso como velhos rabugentos.

Esses protestos desencadearam manifestações ao redor de todo país pelas mais diversas causas, desde tarifa de transporte público, segurança, saúde, educação e principalmente a realização da Copa do Mundo no Brasil, sendo que temos inúmeras outras prioridades a frente de um evento como esse.

Das grandes capitais às pequenas cidades do interior, o povo foi às ruas, com faixas, cartazes e coração em mãos em busca de um país mais digno de se viver. Ao que parece, deu a cota, a população cansou do descaso dos nossos governantes diante de problemas que assolam a nação ad eternum.

É curioso notar como grande parte da mobilização dos protestos foi feito na Internet através das redes sociais. Minha geração que vem se caracterizando pela alienação e individualismo parece que finalmente acordou e se realmente estiver disposta a mudar os rumos do nosso país, tem tudo pra conseguir, pois com a globalização e tecnologia, temos o mundo em nossas mãos.

Que a garotada finalmente queira mais que Tchu Tcha e brigue por um Brasil melhor.

Depois de muito tempo posso dizer que tenho orgulho de ser brasileiro!



David Oaski



sexta-feira, 7 de junho de 2013

FARSA POPULAR


Essa semana surgiu uma polêmica em torno dos artistas mais badalados do sertanejo universitário. Foi divulgado pelo colunista Léo Dias, do Jornal O Dia, um esquema em torno dos videoclipes de artistas como Luan Santana e Gustavo Lima, em que um agente é contratado para fazer bombar o número de visualizações nos canais de Youtube dos músicos.

Além disso, também já ouvi falar de ferramentas que são comumente utilizadas por artistas em que seu número de curtidas (Facebook) ou seguidores (Twitter) são alavancados de forma totalmente artificial. Realmente não é difícil acreditar nesse tipo de coisa, afinal quem nunca notou que havia uma página que você nunca havia curtido em meio às atualizações de seu perfil em redes sociais.

A notícia foi divulgada como um escândalo, porém não fico surpreso com esse tipo de ação. Só alienados não percebem o quanto somos bombardeados de informações fúteis, música sem conteúdo, filmes vazios e seguimos como essa massa burra que é muito mais interessante para as autoridades e governantes. Lembremos, o Brasil é o país do Carnaval.

Na minha visão, um esquema desses pode até influenciar o gosto popular, mas o que mais me assusta é o comportamento dos indivíduos. Esse modo de pensar de só gostar do que todos gostam para ficar “in” com a moda dá náuseas.

A grande questão que fica após ler a notícia não são os melindros dos empresários dos artistas que, diga-se, acontecem desde sempre através dos jabás, o que surpreende é que o povão siga gostando de estilos musicais sem conteúdo e engole cada nova moda da estação sem pestanejar. O vídeo pode ter 10.000.000 de acessos que eu nem ficarei sabendo, no entanto a verdade é que as pessoas realmente vão atrás dessas porcarias.

O pensamento (se é que pensam) é o seguinte: “Tá tocando, então foda-se, vamos curtir”. E os governantes seguem curtindo com a nossa cara.


David Oaski


quarta-feira, 8 de maio de 2013

NÃO FIQUE DOENTE



É comum ao abrir o noticiário e ver diversas matérias sobre como o Brasil vem evoluindo economicamente e já é uma das nações mais fortes do mundo, porém é curioso notar que não se vê essa força refletida em pilares da sociedade, como é o caso da saúde que se encontra completamente sucateada, com estrutura defasada e condições precárias incapazes de fornecer assistência digna ao cidadão.

Essa mesma economia emergente que ganha destaque cada vez maior na mídia internacional não consegue suprir as necessidades de saúde da população. Sabe-se que ao ficar doente independente dos sintomas, a pessoa fica mais frágil, muitas vezes não só fisicamente, mas também psicologicamente, como nos casos de enfermidades mais graves. Dessa forma, diante de tantas adversidades o quadro clínico do paciente tende a se agravar ainda mais.

Enumerando os problemas do sistema de saúde público no Brasil, nota-se o quanto o país está atrasado em relação aos países do dito primeiro mundo, que sequer tem planos de saúde, de tão eficiente que é o atendimento aos enfermos.

Portanto, é preciso que os milhões investidos em saúde anualmente pelo governo federal se transformem em melhorias consideráveis na estrutura de saúde, indústria farmacêutica e afins. Caso contrário, pague um bom plano de saúde ou reze para não ficar doente.



David Oaski

terça-feira, 30 de abril de 2013

É MUITO MAIS FÁCIL SER O FILHO DA PUTA



É duro ser honesto. Na vida social, profissional, relacionamentos afetivos e familiares, enfim, a sombra da maldade e o instinto corrupto estão sempre a nos rodear com seus melindros e facilidades.

É sempre mais fácil ser um filho da puta, ainda mais num país em que a corrupção é diariamente estimulada através do jeitinho brasileiro. Somos pressionados, maltratados e feitos de otários o tempo todo, então qual o motivo pra se manter fiel aos seus princípios (se é que vocês os têm)? O motivo é única e simplesmente ser correto, ter consciência do que é certo no ecossistema em que você vive, sabendo que aquilo afetará ou não outras pessoas hoje ou no futuro, sempre lembrando que tudo que você faz um dia volta pra você, não há como fugir, é a lei do eterno retorno.

Alguns apelam para motivos religiosos dizendo que Deus vai castigar, mas pouco se fala sobre a corrupção do dia-a-dia, do passar no semáforo vermelho, do suborno ao guarda de trânsito ou do ‘gato’ na tv a cabo. Isso ninguém liga, já faz parte do total, afinal todo mundo faz, que mal existe em fazer também. Já falei aqui, mas não custa lembrar, esse pensamento nos faz um mal tremendo, quase como um câncer na nossa sociedade, que acaba virando esse ciclo de falsos espertos e arrogantes.

O mais complicado é convencer a população de que numa sociedade tão competitiva você não ganha nada em troca de ser honesto, pelo contrário, muitas vezes você perde, a única coisa que você recebe em troca é sua honra, mas essa recompensa anda muito desvalorizada.

Enfim, o que me mantém fiel aos meus princípios até agora é acreditar que atitudes certas me trarão bons resultados, pois sei que o mundo vai além de bens materiais e dinheiro. Além disso, não quero nem de longe me parecer com um político, que já nem sabe mais quando está falando a verdade ou mentindo.

Stay Strong. Go on.



David Oaski  

quarta-feira, 17 de abril de 2013

VIDA REAL



Cada um leva sua vida como quiser. É um direito. Mas certas coisas me incomodam, como esses manés que levam a vida como robôs, totalmente alienados e se acham donos da razão e dão pitacos em todos assuntos que estão ao alcance da sua ignorância.

Se você já passou dos 25 anos, nunca leu um livro inteiro, ouve música e vê filmes por osmose e se acha super inteligente por ter frequentado a faculdade e ter um emprego médio, é justamente a você que eu me direciono.

Não estou aqui falando de maturidade, até porque acho a maturidade pregada pela sociedade um saco, mas sim de o cara ter alguma noção do universo que o cerca, de saber que a vida vai além da baladinha de sexta-feira. Pior ainda é quando vários desses se juntam, daí vem a formar os batalhões de ignorantes que fazem a alegria dos nossos políticos corruptos.

Há uma grande diferença entre ser descontraído e de bem com a vida e ser um babaca que só faz molecagem. Você não precisa endurecer ao ponto de não poder se divertir, há espaço pra tudo, a grande questão é saber organizar e otimizar o tempo, ou seja, você pode ir à balada, sair com os amigos pra falar besteira, ir à academia e, ainda assim, ler um livro, assistir bons filmes e acessar portais de notícias, é gratuito e não machuca.

Criou-se uma cultura em torno da minha geração que relaciona de forma absurda inteligência à caretice, de uma forma que o cara que não se encaixa em determinado perfil não pega ninguém e outros argumentos patéticos, o que pra um adolescente ainda com a personalidade em formação realmente acontece de ser influenciado, agora marmanjos de 20, 30 anos com esse comportamento de gado já é demais.

Temos que ter mais discernimento e sede por informação e conhecimento. Questionar valores, buscar diversões alternativas, encher a cara de bebida e de livros, tudo na medida certa, ser sério quando o assunto exigir seriedade e se divertir ao extremo nos momentos de lazer. Essa é a verdadeira rebeldia. Estou cansado de ver jovens conservadores e coroas liberais, nossa geração tem que assumir seu espaço na sociedade e finalmente mostrar a que veio e não ficarmos escondidos atrás das redes sociais pagando de cool ou revoltado.

Vida real!!! Agora!!!



David Oaski



sexta-feira, 5 de abril de 2013

RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE?



Sempre que surge uma discussão mais áspera sobre religião, alguém encerra qualquer tipo de argumento com a célebre frase: “Religião não se discute”. Será mesmo?

Sou totalmente a favor de cada um manifestar sua fé da forma que quiser, crer ou não crer no que quiser e seguir qualquer tipo de dogma, crença ou religião. Pouco importa se você é ateu, cristão, católico, espírita, desde que saiba respeitar e conviver com o espaço do outro, sem problemas.

O problema é quando a religião foge do âmbito dos seus e passa a atingir a sociedade de um modo geral. Por exemplo, sabemos que muitos religiosos se fecham entre seus pares, num esquema parecido com a maçonaria, em que só se relacionam e interagem com pessoas da sua igreja ou religião. Isso até poderia ser interessante, mas fico pensando o quanto esse favorecimento não está tirando oportunidades de outros que estão à margem da religião na sociedade.

Outro fator, esse mais importante, é o fato dos partidos políticos voltados aos religiosos. Sei que a constituição permite o surgimento desses partidos, mas considero muito preocupante quando se fala em bancada evangélica no congresso, por exemplo, sempre lembrando que o estado é laico e não deve nada a religião nenhuma.

Quando aceitamos esse argumento de que religião não se discute, estamos dando espaço para que o Estado seja invadido por dogmas de determinados representantes que esquecem do princípio laico da coisa.

Sei que essa é uma discussão complexa, pois os políticos e autoridades religiosos estão nesses cargos por voto do povo, mas creio que deva ser considerada a implementação de algum mecanismo capaz de avaliar se o cara está ali apenas para fortalecer sua classe ou está em busca do bem comum do Estado. Deixo aqui bem claro que esse mecanismo deve ser utilizado para todos representantes, não só religiosos, mas médicos, palhaços e todas outras classes possíveis.

Enfim, creio que religião como busca por auto conhecimento, paz e contato com o divino realmente não se discute, cada um tem a sua, porém quando essas preferências passam a influenciar a sociedade de um modo geral, devemos discutir sim, senão cada vez mais veremos caras do naipe do Marco Feliciano em cargos importantes do país.



David Oaski

quarta-feira, 27 de março de 2013

A BABAQUICE DOS COMERCIAIS DE CARRO



Pra começar, ao contrário da maioria esmagadora da minha geração não sou viciado em carros. Não sei os nomes, modelos ou marcas da hora, tampouco os lançamentos e últimas novidades do mundo automotivo. Sei o básico, o nome dos carros mais conhecidos, principais marcas e o pouco que vejo em noticiários.

Nunca entendi essa relação que muitos fazem entre ser uma pessoa bem sucedida com ter um carro ultra moderno. É óbvio que todos querem conforto e um carro com bons recursos é algo que todos que tem boas condições almejam ter, mas relacionar diretamente um bem material como se fosse a maior realização pessoal possível é de uma babaquice sem tamanho.

Creio que esse comportamento é estimulado pelos comerciais das grandes companhias, que são sempre veiculados em horários nobres, de alta audiência. Essas propagandas põem sempre homens de personalidade forte, seguros, conquistadores, bonitos, ricos e elegantes, de forma como se ele fosse tudo isso devido ao seu potente carro.

É nessas horas que vemos como a população brasileira (talvez mundial?) anda alienada e como as pessoas são influenciadas por qualquer porcaria. Não vou generalizar também e dizer que não há exceções nos comercias, algumas vezes vemos publicidades realmente criativas como aquela do ‘homem peixe’, mas de um modo geral a maioria usa esse estereótipo do carro como degrau máximo do sucesso.

Sucesso, ao meu ver, é ser lúcido, se sentir bem consigo mesmo, se divertir e fazer tudo aquilo que lhe traz boas sensações, lembrando sempre que a vida é curta e não levamos dinheiro ou bens materiais dessa passagem.

Infelizmente aos olhos da sociedade, essa visão talvez faça sentido, mas aos meus não faz nenhum. Como dizem que toda unanimidade é burra, fico mais tranquilo.



David Oaski

segunda-feira, 11 de março de 2013

QUANTO VALE UMA VIDA?



Nada. A resposta é essa. Simples assim, uma vida humana no mundo de hoje não vale nada, somos só números, vivos ou mortos, não passamos de estatística.

O que me faz chegar a essa conclusão radical? O atropelamento de um morador da periferia que ia trabalhar de bicicleta por um playboy que voltava da balada louco de vodca, arrancando o braço do rapaz e jogando o membro num córrego, impossibilitando o reimplante.

Essa é uma daquelas notícias desagradáveis, que te estragam um dia, que você tem que ler, reler, até assimilar a que ponto chegamos e como o ser humano pode ser cruel e inescrupuloso.
Não quero nem me estender na discussão do cara estar dirigindo bêbado, pois nada justifica o cara ter jogado o braço do outro pela janela. NADA!

Essa sociedade desestruturada confunde tudo. Um indo trabalhar de bicicleta, fica sem braço, o outro playboy bêbado voltando da balada, se bobear nem vai ser preso. Enfim, segue o jogo.

É complicado ter esperança num mundo onde coisas como essa acontecem com cada vez maior frequência e pior, as pessoas cada vez mais encaram com naturalidade tais fatos. Nosso mundo tá muito doente.

Que Deus ponha nossas cabeças no lugar.



David Oaski

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

SELEÇÃO BRASILEIRA OU SELEÇÃO POLÍTICA?



Sou completamente apaixonado por futebol, nunca falei sobre isso aqui no blog, talvez por não associar muito o conteúdo do blog ao esporte rei, o que na verdade se mostra incorreto, futebol apesar de ser empesteado pelos pagodes, dancinhas, penteados e afins é um esporte, na sua essência, muito rock n’ roll.

O que me motivou a escrever esse post foi a demissão do técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, na sexta-feira (23/11/12), mostrando total falta de preparo e senso de organização por parte dos gestores do futebol no nosso país.

Quando o eterno presidente da CBF, Ricardo Teixeira anunciou sua saída em meados desse ano, era total a esperança de renovação nos ares e rumos do futebol brasileiro. Falsas esperanças. Logo no início da gestão, o novo presidente José Maria Marin optou por dispensar o bom treinador Mano, que assumiu a seleção após o fracasso de Dunga na Copa do Mundo de 2010, ficando no cargo pouco menos de dois anos. Decisão totalmente descabida e sem propósito no momento.

Mano teve uma campanha instável, com momentos bons e outros muito ruins, como era de se esperar de um técnico incumbido de renovar uma seleção. Fracassou na Copa América e foi medalha de prata nas Olímpiadas, ok, dois resultados frustrantes, mas que fazem parte do trajeto. O fato é que Mano vinha melhorando o estilo de jogo da seleção brasileira, que aos poucos ganhava forma, sem chutões, com saída de bola no chão, com a ótima dupla de zaga formada por Thiago Silva (Paris Saint Germain) e David Luiz (Chelsea), compondo a linha de defesa com dois dos melhores laterais do mundo, Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid), escalando nos últimos jogos dois volantes com muita categoria (reclamação constante das últimas seleções compostas por volantes “brucutus”) Paulinho (Corinthians) e Ramires (Chelsea), tendo como meia armador, o promissor Oscar (Chelsea), com o apoio do experiente e pouco utilizado em seu time Kaká (Real Madrid), sempre com o destaque cabendo ao melhor jogador brasileiro do momento, o talentoso Neymar (Santos).

Com um bom grupo de jogadores e impondo um estilo atual à seleção, Mano vinha progredindo, porém os analistas de resultados insistem em pegar como critério as derrotas para seleções prontas, como Argentina e Alemanha e se esquecem que a seleção de Dunga, com Gilberto Silva e afins ganhou a Copa América e Copa das Confederações e morreu nas quartas de final da Copa do Mundo, diante da Holanda.

No Brasil, infelizmente, a cultura popular transforma os campeões em gênios e os perdedores em relegados. Por exemplo, um dos treinadores mais cotados para substituir Mano no comando técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comandou o Brasil na última copa conquistada, em 2002, com um time fraco, com três zagueiros, com uma convocação pra lá de questionável, porém contou com uma atuação abençoada de Ronaldo e Rivaldo, que garantiram o título. O mesmo pode se dizer da seleção de 1994, que praticava um futebol horrível, de um técnico que hoje é tido como top, Carlos Alberto Parreira, cujo estilo implantado em seus times me dá náuseas, com troca de passes infinitas entre zagueiros e inversão de bola de lateral pra lateral, um saco! Enfim, é preciso ir além dos resultados para se discutir futebol, vide a seleção de 1982, que contava com craques como Zico e Sócrates e não ganhou a Copa, azar da copa, como dizem alguns jornalistas.

A meu ver, a única escolha para substituição de Mano que se justificaria seria de Pep Guardiola, ex treinador do Barcelona, que fez o melhor trabalho do futebol em muitas décadas, com um time que ganhou tudo, jogando um futebol totalmente inovador e praticando espetáculos em quase todos os jogos. Porém, ao que parece a ideia foi rechaçada de primeira pelos dirigentes provincianos da CBF, alegando que treinador estrangeiro não daria certo. Uma burrice sem tamanho, até porque o treinador espanhol já teria declarado interesse em assumir a função. É algo como desprezar uma mulher linda e gostosa para ficar com uma baranga.

Há muito tempo não tenho muito interesse pela seleção brasileira, interesse esse compartilhado pela maioria dos torcedores do país. Primeiro que a seleção deixou de ser brasileira, sendo quase todos os jogos fora do país, além disso, jogadores milionários e popstars, com pouca entrega e determinação, mais preocupados com o telão e o próximo penteado não conquistam de forma nenhuma minha simpatia.

Acho engraçado que ainda tem gente que associa torcer ou não pra seleção como um gesto de patriotismo. Faça-me o favor né. Quer dizer que gosto mais ou menos do país por não me interessar por uma seleção cada vez mais movida por interesses políticos pra lá de questionáveis, com jogadores sem nenhuma identidade com o extrato real da população, com dancinhas ridículas e cultura igual ou menor ao de uma porta? Ok, se é assim, então não sou patriota.

É difícil falar que não irei torcer pra seleção na Copa do Mundo de 2014, que por acaso será realizada no Brasil, pois quando a bola rola é difícil ficar neutro, mas é fato que o envolvimento afetivo é imensamente menor do que o que tenho pelo meu time de coração.
Infelizmente, parece que esse estado de quase morte da seleção é irreversível.



David Oaski



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CULTURA DO CAPITAL




Você vive pra ganhar dinheiro? Parabéns! Eu não...

Parabéns por fazer parte de uma cultura que só cresce a cada dia em que a sociedade vê quem não está inserido nela como um vagabundo ou irresponsável.

Todos sabem que, por bem ou por mal, na sociedade em que vivemos, precisamos de dinheiro pra viver. É obvio. Caso o indivíduo não queira trabalhar ou viver da forma como o sistema se desenvolveu no decorrer dos séculos, deve se matar ou procurar alguma sociedade alternativa.

O que, ao meu ver, é totalmente lamentável, é como as pessoas direcionam totalmente suas vidas ao acúmulo de papel moeda, vulgo dinheiro, ou ainda bufunfa, money, cash, cascalho, vintém, grana, entre outros. Quase todo mundo quer ter conforto, um veículo, uma casa própria, poder fazer uma viagem aqui outra ali, daí a direcionar sua vida a acumular uma coisa que você não leva pra onde quer que vá depois desse plano, não faz sentido.

As pessoas chegam ao ponto de escolherem a profissão que vão seguir por toda a vida através do critério da remuneração, resultando em inúmeros profissionais bem remunerados, porém infelizes. Esse pra mim é o grande ponto, não adianta ter muito dinheiro e ser um ser humano totalmente desprezível, sem respeito e consideração ao próximo, muito menos ser um cara infeliz pra ter uma condição de vida que é tida pela sociedade como ideal. Ideal é o cacete! Quem pode dizer o que é ideal pra você, além de si próprio? O problema é que pensar por si próprio anda muito complicado, mais fácil nadar com a maré o tempo todo.

Trabalhe duro, reclame menos e lute pelos seus objetivos, porém com foco no bem estar e no aprendizado, se o dinheiro vier como isso, ótimo, mas se a remuneração não for suficiente pra comprar uma casa em Angra não se sinta mal por conta disso, reveja suas prioridades, olhe ao seu redor, analise o que você necessita de verdade e, o principal, não confunda ganancia com ambição.

Graças a Deus tenho discernimento suficiente para saber que não preciso de uma mansão e um carro do ano pra ser feliz, mas sim de saúde e pessoas honestas ao meu lado, de resto a gente batalha no dia a dia.



David Oaski

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

QUANTO VALE O SHOW?


A morte da apresentadora Hebe Camargo (08/03/1929 – 29/09/2012) traz de volta à tona uma situação que vemos sempre que ocorrem tragédias, sequestros, grandes crimes e falecimento de celebridades, o oportunismo com que diversos canais, com seus respectivos programas de tv, internet, jornais, etc. tratam o caso.

Não estou aqui dizendo que Hebe não merecesse homenagens, longe disso, ela era ótima no que fazia, carismática conseguiu transmitir muita alegria durante sua longa carreira e cumpriu de forma digna sua missão nesse plano. Porém, às vezes tenho a sensação que as mídias ficam apenas aguardando esses fatos acontecerem para iniciar uma enxurrada de homenagens, programações inteiras dedicadas a depoimentos de possíveis amigos e gente que se dizia muito próximo da pessoa. Fica a dúvida de até que ponto a programação visa homenagear o artista e onde começa a buscar alavancar sua audiência com o poder da imagem de uma celebridade.

Por que não fazer essas homenagens a ela em vida? Não daria audiência? Fica a dúvida.

Outros casos até mais graves ocorrem em casos de sequestros, como no célebre caso no interior de São Paulo dos ex-namorados Lindemberg e Eloá, quando a apresentadora Sonia Abrão, então na Rede TV entrevistou o sequestrador via telefone para o seu programa diário no meio da tarde. A polícia julgou o fato como extremamente impróprio e um complicador sério na resolução do caso, que como lembramos terminou de forma trágica, com a morte da menina, sua amiga gravemente ferida e o rapaz detido.

Quanto vale o show? Até que ponto a cobertura de um caso como esse é necessária e ajuda realmente em algo? Por que não homenagear e até ajudar em alguns casos nossos grandes artistas quando eles ainda estão por aqui?

Na minha humilde opinião, isso não é jornalismo, é oportunismo. Mas muito dessa parcela de culpa vai para os expectadores, leitores e internautas, que parecem cada vez mais atraídos pela tragédia, pelo bizarro. Sei que faz parte do instinto humano essa atração pelo chocante, mas temos que discernir até que ponto não estamos colaborando para um show de horrores que não agrega nada além de alguns zeros a mais nas gordas contas dos diretores das tvs, sites, jornais e revistas.



David Oaski




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SAÚDE NÃO É MERCADORIA



Todos têm direito a vida. Sempre ouvi essa frase, mas hoje em dia vejo que ela não é verdadeira. O correto seria todos tem direito a vida, se tiverem dinheiro.

Experimente ficar doente e depender do SUS para ter um tratamento eficaz, você estará fodido amigo. Infelizmente, mesmo com todos impostos que pagamos e a ascensão econômica contínua do Brasil não possuímos um sistema de saúde digno, pelo contrário. Os médicos não são qualificados, não há consultas, os tratamentos são marcados para daqui a seis meses, instalações precárias e outros absurdos são situações comuns que os enfermos enfrentam na árdua missão de se tratar no país.

Infelizmente, assim como a educação, a saúde de qualidade é restrita a quem tem condições financeiras de bancar um bom plano de saúde e ressalto o ‘bom’, pois muitos tem uma cobertura que se equivale aos hospitais públicos. Temos ótimos hospitais no Brasil e grandes profissionais, com ótima infraestrutura, mas o preço de uma consulta é estratosférico e os planos que cobrem essas consultas são tão caros quanto.

Volto à frase do início do texto, você tem direito à vida, desde que tenha condições de bancar as melhores consultas, com os melhores profissionais. É claro que existem casos irreversíveis em que não é possível salvar o paciente independente das condições a ele oferecidas, porém creio que todos deveriam ter acesso aos mesmos privilégios, até porque estamos falando de vidas.
Saúde no Brasil é tratada como mercadoria, se você tem dinheiro, tem a melhor, senão você deve se contentar com os restos, o grande porém é que não estamos falando de uma peça de roupa ou de um carro, estamos falando de saúde, de vidas. Imagina quantas pessoas perderam seu maior bem diante de um sistema de saúde falho e precário.

Gostaria que nossos governantes dessem maior atenção a essa questão que a meu ver é gravíssima, dando maior atenção aos hospitais públicos e implementando maior regulamentação aos planos de saúde que agem como estivessem acima do bem e do mal no Brasil.

Vivemos numa sociedade onde tudo tem seu preço, mas será que é possível mensurar quanto vale uma vida?



David Oaski

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

(VOCÊ NÃO É ESSA MERDA TODA NÃO...)



Com o passar do tempo, vamos amadurecendo (ficando bundões) e acabamos por aprender a lidar com certas coisas que não concordamos. Por exemplo, num emprego, você é forçado a conviver com diversos tipos de pessoas, algumas até, que fora dali você não faria questão sequer de olhar na cara, no entanto, por uma questão de necessidade você tem que se adaptar a essas diferenças e tentar conviver da melhor maneira possível em determinado ambiente.

Porém uma coisa que eu ainda não consegui me acostumar é com a arrogância. Esse ego exacerbado que tem gente que insiste em demonstrar por aí. Como se fossem Deus, acham que o mundo gira ao redor do seu umbigo, que todos devem concordar, obedecer e, se possível, bajulá-lo porque ele é melhor que todo mundo.

A vontade que tenho é de perguntar se essa pessoa acha que vai viver pra sempre. Se ela acha mesmo de verdade, que ela vale alguma bosta a mais que todos os outros seres humanos da Terra. Imagina a quantidade de gente que tem no mundo, quanta gente nasce e morre todo dia, por mais que se acredite que a vida é um milagre, nesse plano não somos nada mais do que carne e osso em cima do chão, vestindo roupas e falando baboseiras por aí.

Sei que todos temos nossos egos, nossas vaidades, nosso orgulho, mas não dá pra viver sem saber equilibrar as coisas, por outro lado também devemos ter humildade, sabedoria e noção do lugar que ocupamos, independente de nível cultural, classe social, emprego bom ou ruim, somos pessoas vivendo numa sociedade, e pra manter o giro dessa máquina fluindo bem precisamos ter princípios nobres, bom coração e parar com essa síndrome de protagonismo que invade nossos tempos.

Você não é essa merda toda não, igual a você existem bilhões, todos diferentes entre si, mas compostos da mesma matéria, então antes de estragar o dia de alguém latindo suas asneiras, lembra que o mundo é cíclico e toda energia dispensada volta para nós mesmos, é a lei do eterno retorno amigo. Cospe dejetos que daqui a pouco você toma um banho de merda.



David Oaski

sábado, 18 de agosto de 2012

O ZÉ REGRINHA



Existe uma apostila agora de como devemos viver. O que você deve comer, o que você deve fazer, o que você pode ou não falar, que roupas você deve vestir, que música deve ouvir e que tipo de comportamento deve ter. É praticamente uma ABNT da vida real.

Cada vez mais surgem programas como o “Bem Estar” na Rede Globo, além dos Dráuzios Varelas da vida pra te dizerem especificamente o que te faz mal, o que faz bem e que hábitos você deve ter para viver até duzentos anos.

Crianças precisam de limites, pois estão sendo educadas, com o caráter e personalidade em formação, adultos não. Todo mundo minimamente esclarecido sabe que fumar faz muito mal para o pulmão, beber em excesso sobrecarrega o fígado, comer alimentos saudáveis te garantem um organismo mais limpo, etc. A questão é: será que precisa mesmo desse caga regrismo todo?

Porra, a vida já é bem difícil, pra todos, temos que trabalhar, estudar, agradar as pessoas, ser educado e simpático, de forma que se, não tivermos nossos desafogos, nossos excessos de vez em quando a vida se torna mais entediante ainda, ou seja, precisamos enlouquecer algumas vezes.

Por outro lado, entendo perfeitamente a programação de TVs, profissionais da saúde e área física se aproveitando do hype, afinal a moda é ser saudável. O que incomoda mais são as pessoas como eu e você que aderem a essa causa de forma ferrenha. Se você não se enquadra na ondinha de comida japonesa, malhar igual a um louco, tomar suplementos, correr na praia e não encostar um cigarro na boca é como se você fosse um et, um ogro que está parado no tempo.

Cada um sabe de si (ou pelo menos deveria), e leva sua vida da forma que melhor lhe convém, eu particularmente, acho muito mais divertido levar a minha com alguns abusos e fazendo algumas merdas de vez em quando. Você não concorda? Ok, respeito seu estilo de vida. Agora não venha pro meu lado arrotando regrinha, porque na minha casa eu que faço as regras.



David Oaski

segunda-feira, 25 de junho de 2012

RIO + 20


Tudo começou com o Eco 92 (ou Rio 92), vinte anos atrás, na cidade do Rio de Janeiro. Um evento que reunia representantes das principais potências mundiais, voltado à discussão de questões ambientais, de preservação, soluções para poluição e degradação do meio ambiente. 

Na época, a visão do futuro era catastrófica, previa-se que ao chegarmos onde estamos, o mundo estaria definhando, num estado de pré apocalipse. Várias soluções possíveis foram apresentadas e pouco utilizadas, ou seja, foram traçados objetivos utópicos que seriam impossíveis de serem alcançados com o modelo de sociedade em que vivemos.

Vinte anos depois, surge o Rio + 20, uma nova reunião com o mesmo assunto em voga, soluções ambientais, minimização das avarias à natureza e, claro, a palavra da moda, sustentabilidade.

A intenção é nobre, juntar representantes de diversos países, sendo muitos destes, potências mundiais, em torno de uma causa importante para nosso presente e futuro. Porém, na prática, não vemos soluções tão nobres assim. Palestras, estandes e programas diversos num encontro desse porte são sempre interessantes, pois indubitavelmente aprendemos sobre determinado assunto, no entanto, entre aprender e agir em prol de resoluções de certos problemas há um passo grande a ser dado. Além disso, ao que se acompanha nos noticiários, nem isso está ocorrendo, sendo que durante as apresentações a bagunça é generalizada, parecendo primário de colégio, com diplomatas dispersos e políticos desatentos, ou seja, além de não adquirirem know how para busca de soluções para os problemas em discussão, não tem nem boa vontade em aprender.

Este fato prova que não são só nossos políticos que são omissos, a maioria dos governantes parece não se importar com muita coisa, além de inflar seu próprio ego com discursos recheados de palavras bonitas e frases de efeito, porém soam, em sua maioria, como palavras ao vento, empregadas somente para garantir atenção do ouvinte, se achando um grande intelectual com discursos estudados superficialmente.

Além disso, há um contraponto nessa discussão, por mais que sejam discutidas soluções pensando no macro pelos representantes das nações, nós aqui embaixo, numa análise do micro, também estamos longe de fazermos nossa parte. Não respeitamos o meio ambiente, nem nos preocupamos com a posteridade, de modo que pouco importa a coleta seletiva, jogamos o lixo em qualquer lugar, danem-se os poluentes dos veículos. Ou seja, também somos bastante omissos nessa questão.

Enfim, gostaria de acreditar que a Rio + 20 fosse uma convenção séria e que resolvesse grande parte dos problemas ambientais que encaramos, mas é difícil, com tamanha zona rolando no meio do evento, parece mais carnaval do que uma questão séria a ser discutida.

Como li outro dia, a natureza é indiferente e age de qualquer forma, vide enchentes, furacões, tsunamis, terremotos, etc. Você já parou pra pensar que seu comportamento, de certa forma, ajudou a causar tudo isso? Se não, de repente é hora de pensar...




David Oaski

segunda-feira, 18 de junho de 2012

SOCIEDADE DISTORCIDA




Toda essa casca que envolve o que dizemos ser nossas vidas é tido de um modo geral, como sociedade. Desde escola, trabalho, reunião de amigos, reunião no condomínio, reunião de bairro, enfim, ao sairmos de casa, estamos direta ou indiretamente interagindo com a sociedade.

Quem gerencia essa sociedade são nossos políticos, governantes que nem sempre agem de boa fé com suas cidades, estados ou o país como um todo (no caso do presidente, ministros, etc), mas de uma forma ou de outra nós os elegemos e eles estão lá pra organizar o entorno da nossa vida social, ou seja, dar boas condições de transportes, fazer com que a economia se mantenha estável, para que assim as empresas contratem, nos garantindo empregos, nos oferecer um bom serviço de saúde pública, nos dar segurança para que possamos levar nossa vida de forma digna e tranquila. Em contrapartida, nós financiamos essa grande máquina através de impostos, contribuições, taxas e todas as outras nomenclaturas que se dê para o que nós pagamos.

Temos uma das maiores taxas tributárias do mundo, seja no emprego, seja no seu veículo, seja na sua casa, seja em qualquer produto industrializado que você compre, sempre irá existir uma porcentagem absurda de impostos no seu pagamento final. Ao me perguntar, por que tantos impostos, obtenho a resposta rapidamente, para poder gerir a sociedade e dar as melhores condições de vida possíveis ao cidadão. Bom, sabemos que não é o que acontece no nosso país, aqui os políticos são omissos, corruptos e malandros por natureza.

Meu ponto de vista nesse post não tem a ver com os políticos ou com imposto, essa introdução visa apenas embasar que o político reflete o povo, já que esse cara aparecendo no horário político emergiu da mesma sociedade a qual pertencemos.

Nossos valores estão cada vez mais deturpados e, muito por influência desse sistema todo que nos gere (ou seria fere), somos bombardeados diariamente, com informações tendenciosas, incitação ao consumismo, opiniões completamente preconceituosas, conceitos retrógrados, dogmas sem sentido e essa cultura brasileira do ‘jeitinho’, de sempre levar vantagem em tudo.

Tenho a impressão que as características sociais estão completamente invertidas de como deveriam ser, afinal cada vez mais o que é certo é visto como estranho, quando o contrário é tido como normal. Por exemplo, um cara que lê, é nerd, então é zuado; uma pessoa joga um lixo na lata do lixo e é fresca; alguém faz uma boa ação e alguém diz: “De que adianta a gente ajudar aqui embaixo se lá em cima os políticos roubam tudo”. Porra, o que uma coisa tem a ver com a outra?

Esse pensamento tem nos contaminado, pra qualquer coisa que se faça, a um contra argumento dizendo que é perda de tempo, de que não adianta. Se você fizer tal coisa, não adianta, se você acreditar, não adianta. Mas se você fizer igual a todo mundo, aí sim, tudo certo, segue essa zona fodida e todo mundo feliz no carnaval.

Por que esse pudor todo em fazer o bem? Por que esse medo de fazer o que é mais correto para se viver em grupo? Fodam-se os políticos, se eles não fazem a parte deles, façamos nós a nossa.

Voltemos a ter interesse em aprendizado, em evoluir como seres humanos, em tratar bem e respeitar as pessoas, viver menos em função do ter e mais em função do sentir, lembrar que o dinheiro pode reger nosso sistema e precisamos dele pra viver, mas caixão não tem gaveta e no céu ninguém tem conta corrente.





David Oaski




quinta-feira, 14 de junho de 2012

FUGAS DA REALIDADE


Cerveja, conhaque, cocaína, heroína, vinho, rivotril, licor, maconha, lsd, êxtase, ácido, prozac, cigarros, pílulas, punheta, sexo, filhos, vídeo game, televisão, internet, comidas gordurosas, falsas amizades, putas, más companhias, animais de estimação.

Tudo isso é realidade ou é ficção, e se a realidade é uma merda, o que te impede de inventar sua própria realidade. Além disso, de certa forma o que levou aonde você se encontra foram suas próprias escolhas, que tal escolher algo diferente...ou, escolha alguma das opções aí de cima e deixe rolar.


Vivo a minha realidade e só EU preciso acreditar nela!


Dentro da linha tênue que separa a loucura da sanidade, sigamos caminhando...



David Oaski

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ENQUANTO ISSO EM BRASÍLIA...


Membros da Oitava Revolução de Brasília se encontram para acertar os últimos detalhes do golpe planejado há meses:

- Tudo certo para amanhã a noite?- Sim, tudo certo, às 20h em frente ao Boteco Cachoeira.- Combinado.- Temos que ser precisos, não pode haver falhas.- Claro, como todos sabem já falhamos sete vezes e a segurança será reforçada.- Desde as primeiras vezes, eles tomaram diversas precauções, dificultando dessa forma, cada vez mais nossos planos.- Sim, mas dessa vez tem que dar certos, impossível nos prepararmos mais. Chegou a hora de fazermos justiça.- Deus lhe ouça. Boa noite e boa sorte.- Boa noite.

O dia amanhece e todos acordam no horário marcado.

Cada um com sua arma em punho, máscaras de Guy Fawkes e disposição de sobra para invadir e tomar a câmara dos deputados, o senado e o palácio da alvorada. Dessa vez a confiança era enorme.

E começou a guerra, a linha de frente invadiu os prédios, detonando tudo e todos que viam pela frente, derrubando a equipe de seguranças e agredindo e rendendo todos os engravatados que aparecessem pela frente e, se oferecessem reação seriam tratados com violência, afinal, não se trata com dignidade quem vem nos roubando há séculos, muito menos se negocia com gente corrupta.

Algumas horas se passam e, entre mortos e feridos, o povo consegue. Invadiu o que sempre foi seu, os órgãos de imprensa não param de chegar e a polícia não sabe o que fazer. Agora quem governa é o povo!!!

A plebe resolveu agir, cansou de ficar coagida, sendo tratada como idiota por desonestos e homens sem honra, agora é pra valer, não iremos mais tolerar porra nenhuma que não seja em prol da população.

Sarney, Collor, Demostenes, Valdemar Costa Neto, Maluf, entre outros serão postos pra fora e presos, sem nenhuma regalia.

Agora é o povo que manda e a parte intelectual do exército que irá distribuir o poder e organizar a hierarquia da melhor forma possível, para evitar o pandemônio.

Acabou a palhaçada. Fomos pro front e agora vamos lutar por um país decente em que o cidadão tenha seu valor e não faça diariamente papel de bobo por toda a eternidade.

O JOGO VIROU!!! 

Só que não...   


David Oaski